segunda-feira, 13 de maio de 2013

ORA BOTAS

Aqui e ali
castelos
desalmadamente
edificando
 
Cartas parecer-lhe-ão
O Adormecido acordar
e a mão lhe deitar.

RESULTADOS DA 14ª JORNADA DO CAMPEONATO NACIONAL

O vice-líder do campeonato, Balantas de  Mansoa, voltou a ganhar, mantendo assim, a diferença de um ponto que o separa do líder Benfica, que só joga hoje com o Mavegro.
 
Eis os resultados:
 
UDIB 0 / 2 Balantas;
Sporting 2 / 0 Cuntum;
Bafatá 2 / 0 Bissorã;
Porto 1 / 0 Ingoré.
 
Benfica/Mavegro (hoje à tarde)

sexta-feira, 10 de maio de 2013

PARA QUE SE QUER UM GOVERNO DE INCLUSÃO?

Cada vez mais entendo menos a tónica colocada na formação de um novo "Governo de Inclusão". Se houve altura em que esta ideia peregrina parecia fazer sentido, uma vez que ninguém queria saber para nada das novas autoridades saídas do Golpe de Estado de 12 de Abril de 2012, fora a Comunidade dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), e que ainda se estava no escuro quanto ao tempo da transição, hoje, sabendo-se a data do seu termo (31 de Dezembro próximo), não se vê a nevcessidade de insistir mais na ideia.
Se o que realmente se quer (ou melhor ainda, importa, sublinhe-se) são eleições livres, transparentes e justas, para quê preocupar-se em satisfazer, pela enésima vez, os que não concebem a vida fora do poder?!
Quem, na realidade precisa de inclusão é o povo, não essa gente, que, de resto, merece todo o nosso desprezo e revolta.
Forme-se um governo, o mínimo possível, de tecnocratas, apoiado pela comunidade internacional, para gerir o país e preparar as eleições, e abandone-se de vez essa ideia cada vez mais absurda de um governo de invclusão, constituída por pessoas que sempre excluíram e vão continuar a excluir o povo.

OITAVOS-DE-FINAL DA TAÇA DA GUINÉ

O Desportivo de Bissorã, que luta pela permanência na 1ª Divisão, venceu os Balantas, em Mansoa, por 4 a 2, sobretudo, na transformação de grandes penalidades; já que emparam 1 a 1 durante os 90 minutos. Assim, o grande rival dos Balantas sonha com a taça já que está em maus lenções no campenato, que ganhou na edição precedente.

Outros Resutados:
Benfica 2 / 0 Lagartos de Bambadinca;
Mansabá 1 / 3 S. Domingos;
Sonaco 2 / 3 Cantanhés.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

ONDE É QUE JÁ SE VIU UM MILITAR SURDO-MUDO?

As nossas forças armadas não deixam de  surpreender o seu dono, que é o povo da Guiné-Bissau. A última surpresa vem de Bafatá. Não é que, estando a relaxar e à espera do almoço, concluída que estava a Vª Jornada Interdiocesana da Juventude Católica Guineense, um senhor fez-se presente no círculo dos jornalistas para prestar um serviço a um dos colegas. E a páginas tantas deixou escapar o escândalo que lhe consumia as entranhas: "está ali especado um militar surdo-mudo. Recrutado, imagine-se, em finais de Outubro de 2012".
Ficamos, claro está, boquiabertos.
"O quê?! Um militar surdo-mudo?! Não pode ser verdade! - Foi a nossa reacção.
Para tirar a prova dos nove, acerquei-me dele para umas perguntinhas de hóspede perdido. A cada pergunta emitia um som esquisito e assinalava com o dedo indicador direito um ponto perdido no horizonte. Era mudo.
Fiquei, como seria de esperar, de queixo caído.

O FEIO

O Feio nunca existiu.
Se chegou a existir,
então,
 morreu de novo.
Até porque se o Feio existisse,
 matar-se-ia logo que tivesse consciência da sua condição.

Não admira que nunca tenha conhecido um único Feio.
Que nunca tenha ouvido dizer que alguém se matou por ser feio.

Se todos,
sem excepção,
querem cair de velhinhos,
é por todos,
sem excepção,
 se julgarem bonitos
 aos seus olhos
 e aos olhos dos outros.

Feio é alguém  que não existe;
que nunca existiu.

Não espanta que só veja pessoas orgulhosas do seu eu,
bonitoooo,
claro está.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

OS SINDICATOS GUINEENSES VOLTAM A NÃO DAR SINAL DE VIDA

O 1º de Maio deste ano, para não variar, conheceu, por este mundo fora, várias manifestações em defesa do trabalhador. E na Guiné-bissau, também para não variar, os sindicatos voltaram a esconder-se nos gabinetes para lançarem cá fora, através de comunicados de imprensa, as reivindicações dos seus representados. Claro está que a conjuntura politico-militar não serve de desculpa, uma vez que já estamos habituamos a sindicatos sem grande fibra. Estou a pensar, sobretudo, na União Trabalhadores da Guiné-Bissau, que se prima, quase sempre, pela ausência. É pena! Para compensar, as "ruas" foram tomadas por jovens desempregados e estudantes, que não perdem uma pitada dos dias festivos.