sexta-feira, 3 de maio de 2013

ONDE É QUE JÁ SE VIU UM MILITAR SURDO-MUDO?

As nossas forças armadas não deixam de  surpreender o seu dono, que é o povo da Guiné-Bissau. A última surpresa vem de Bafatá. Não é que, estando a relaxar e à espera do almoço, concluída que estava a Vª Jornada Interdiocesana da Juventude Católica Guineense, um senhor fez-se presente no círculo dos jornalistas para prestar um serviço a um dos colegas. E a páginas tantas deixou escapar o escândalo que lhe consumia as entranhas: "está ali especado um militar surdo-mudo. Recrutado, imagine-se, em finais de Outubro de 2012".
Ficamos, claro está, boquiabertos.
"O quê?! Um militar surdo-mudo?! Não pode ser verdade! - Foi a nossa reacção.
Para tirar a prova dos nove, acerquei-me dele para umas perguntinhas de hóspede perdido. A cada pergunta emitia um som esquisito e assinalava com o dedo indicador direito um ponto perdido no horizonte. Era mudo.
Fiquei, como seria de esperar, de queixo caído.

O FEIO

O Feio nunca existiu.
Se chegou a existir,
então,
 morreu de novo.
Até porque se o Feio existisse,
 matar-se-ia logo que tivesse consciência da sua condição.

Não admira que nunca tenha conhecido um único Feio.
Que nunca tenha ouvido dizer que alguém se matou por ser feio.

Se todos,
sem excepção,
querem cair de velhinhos,
é por todos,
sem excepção,
 se julgarem bonitos
 aos seus olhos
 e aos olhos dos outros.

Feio é alguém  que não existe;
que nunca existiu.

Não espanta que só veja pessoas orgulhosas do seu eu,
bonitoooo,
claro está.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

OS SINDICATOS GUINEENSES VOLTAM A NÃO DAR SINAL DE VIDA

O 1º de Maio deste ano, para não variar, conheceu, por este mundo fora, várias manifestações em defesa do trabalhador. E na Guiné-bissau, também para não variar, os sindicatos voltaram a esconder-se nos gabinetes para lançarem cá fora, através de comunicados de imprensa, as reivindicações dos seus representados. Claro está que a conjuntura politico-militar não serve de desculpa, uma vez que já estamos habituamos a sindicatos sem grande fibra. Estou a pensar, sobretudo, na União Trabalhadores da Guiné-Bissau, que se prima, quase sempre, pela ausência. É pena! Para compensar, as "ruas" foram tomadas por jovens desempregados e estudantes, que não perdem uma pitada dos dias festivos.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

RESULTADOS DA 13ª JORNADA DO CAMPEONATO NACIONAL

Os Balantas de Mansoa conseguiram reduzir, neste fim-de-semana, para um ponto, a distância que os separa  do líder Benfica. Um Sporting de Bissau renascido das cinzas, graças à nova liderança, foi o grande culpado do atraso dos Encarnados.

Eis os resultados:
Balantas 1 / 0 Bafatá ( Yaquinta marcou o golo);
Sporting 1 / 0 Benfica ( Stromberg, aos 45` da primeira parte);
Ingore 3 / 01 UDIB;
Bissorã 0 / 0 Cuntum;
Mavegro 1/1 Porto.

Aos Balantas restam os seguintes jogos:
UDIB, Ingore, Bissorã, Porto de Bissau e Sporting.

Quanto ao Benfica:
Mavegro, Porto de Bissau, Cuntum, UDIB e Bafatá.

sábado, 27 de abril de 2013

FALAR PORTUGUÊS, UMA MALDADEZINHA JORNALÍSTICA

Aqui há dias a Televisão Nacional da Guiné-Bissau (TGB) recebeu uma torrente de visitas (três numa assentada). Visitas, diga-se de passagem, que já se  tinham tornado numa rarridade nos últimos tempos, para alegria dos jornalistas. Coube-me, logo eu,  em sorte (grande sorte! De resto, os colegas jornalistas passaram todo o dia a perguntar-me com quem  me tinha cruzado logo pela manhã a caminho da TGB). Só podia aceitar o desafio, até para não levar uma ocorrência em cima.

Alunos, professores e responsáveis directivos de uma escola  primária privada foram os primeiros a se apresentarem. A visita correu lindamente. A língua portuguesa serviu de instrumento. Chegado o momento das entrevistas, os petizes uma menina e um menino, falando em nome dos calegas, lá se desenvencilharam, ainda que pontapeando aqui e ali a língua de Camões.

A visita seguinte era composta por representantes associativos de todos os bairros da capital motivados pela comemoração de mais um aniversário da sua confederação. O crioulo fez as honras da casa.

Por fim, lá para o fim da manhã, a última visita anunciou-se. Eram estudantes do ensino médio profissionalizante, liderados por uma professora novinha em folha e vivíssima da silva. De resto, metralhou o nosso bom e simpático chefe de redação com perguntas sobre censura, ética profissional e coisas que tais.
A visita foi conduzida toda ela em criuolo. Quando chegou a hora H das entrevistas, quase toda a gente estava predisposta a dar o seu parecer. Estava, note-se, desde que fosse em crioulo! Ao serem informados que seria em português (maldade minha) foi a debandada que se viu. Logo para rogarem: crioul, tem pacença. É na bai ri de nós na cassa (que seja em crioulo! Caso contrário, vão-se rir de nós em casa). Até o cameraman se apiedou deles, juntando-se ao coro de rogos. Nada feito. Ou em português ou não haveria entrevista para ninguém. Deixei vincado. Já que era assim, que a professora falasse - encolheram os ombros. Claro que falaria com a professora a seu tempo, mas interessava-me também ouví-los, se não se importassem - voltei à carga.
Assim, convidei um, todo engravatado (aliás, o único engravatado) a falar da experiência. Hesitou. Recusou. Incentivado pelos colegas, aceitou o repto. Ajeitou a gravata e zás, maltratou  sem piedade a língua de todos nós.
Se pôr os rapazes a dizer algo foi difícil, com as raparigas então foi quase impossível. Até que a honra da tribo foi salva in extremis, como se diz na gíria futebolística, por uma delas que se lançou literalmente, vinda de nenhures, ao microfone.

Moral da história: exprimir-se em português nos media continua a ser uma grande dor de cabeça (incurável até, ao que parece) para a generalidade dos guineenses. Jornalistas, professores, ministros, directores gerais, directores liceais quase todo o mundo evita a língua portuguesa sob o pretexto de se alcançar a maior audiência possível com o recurso ao crioulo.
Assim, não! Só com o crioulo, seguramente, não iremos longe.  
Ainda há dias alguém recordou uma sábia frase de Cabral: " a língua portuguesa é a maior riqueza que os tugas nos deixaram".
Pior: se até à data ainda estamos para dominar a nossa língua oficial, quando faremos nossa a língua francesa, que cada vez se impõe, por força da integração reginal! Um exemplo: quem não saiba francês dificilmente arranja um bom emprego na "Nossa Pátria amada" de hoje.

FALE-SE PORTUGUÊS, AINDA QUE EM CRIOULOGUÊS


terça-feira, 23 de abril de 2013

RESULTADOS DA 12 ª JORNADA DO CAMPEONATO NACIONAL

A 12ª jornada do Campeonato Nacional da Guiné-Bissau registou os seguintes resultados:
Porto 2 / 1 UDIB;
Balantas 2 / 0 Cuntum;
Mavegro 1 / 0 Sporting de Bissau;
Bafatá 2 / 1 Ingore;
Benfica 1 / 0 Bissorã.

Segundo o Presidente da Federação  Nacional , Manuel Nascimento Lopes, a equipa campeã receberá, como prémio, 10. 000.000 xof (dez milhões de francos cfa). Quanto ao novo seleccionador nacional, o seu nome será conhecido nos próximos dias, assegurou em entrevista.
 A inauguração do "novo" Estádio 24 de Setembro está prevista para o dia 11 de Maio.

Saiba-se que o Comité Olímpico Nacional já tem um novo Presidente, de seu nome Sergio Mané.


terça-feira, 9 de abril de 2013

RESULTADOS DA 11ª JORNADA

O jogo grande Benfica/Balantas, que resultou num empate a uma bola, registou dois acontecimentos dignos de nota: uma assistencia avassaladora, ou seja, um mundo de gente transbordou o Estadio Lino Correia, num jogo apitado por uma arbitra, de seu nome Leopoldina Ross Davis.
O golo do Benfica foi marcado por Sumaila e o dos Balantas, pelo estreante Malam Fati (Yaquinta), ex-jogador de Mansaba.
Aqui ficam os resultados:
Benfica 1 / 1 Balantas
Sporting de Bissau 1 / 0 Portos
Bissora 2 / 1 Mavegro
Cuntum 0  / 0 Ingore

 Proxima jornada:
Mavegro / Sporting
Benfica/Ingore
Mansoa/Cuntum
Portos/UDIB

Classificaçao:
Benfica 25 pontos.
Balantas 21
Sporting 18
UDIB 18
Bafata 18
Cuntum 14